sábado, 31 de Outubro de 2009

É por estas e por outras que eu digo que o homem da minha vida é, certamente, um britânico.

domingo, 25 de Outubro de 2009

Por que será que na hora de estudar, até a ideia de limpar o quarto me parece muito mais apetecível?

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Hoje só quero entrar no autocarro, ouvir o bip da máquina e sentar-me num banco encostado à janela, acompanhada por um desconhecido. Não quero um amigo, um colega ou um conhecido. Não quero falar, nem fingir que estou interessada em ouvir. Quero socializar com as músicas do mp3, nada mais. Por isso, hoje não se sentem do meu lado.
E hoje vai ser todos os dias.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Vai uma ajudinha?

Se alguém tiver passado por alguma experiência ou conhecer histórias que foquem a problemática do racismo e exclusão social, dava-me um jeitaço que partilhasse...

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Hoje sou uma narradora omnisciente...

- É verdade, já saíram as turmas! Estive hoje no site a ver... Sabes quem é da nossa turma?
- Quem?
- O Gonçalo Sá.

Toda a gente conhecia o Gonçalo Sá - o menino popular do liceu. As raparigas apreciavam-no, desejavam-no; mais do que a ele, desejavam conseguir o rótulo de Namorada-do-Gonçalo-Sá. Os rapazes idolatravam, bajulavam e faziam o possível para se integrarem no grupo. Oh aquele galã, louro, de olhos claros, uma perfeita masculinização da mulher petrarquista, deixava um rasto de suspiros onde quer que passasse!
Matilde nunca se entregara a este tipo de devaneios mas que a beleza deste jovem era inquestionável, isso era... E o facto de passar os dias fechada na mesma sala que ele, causava-lhe uma certa ansiedade.

Já todos aguardavam sentados cada um na sua carteira meios ensonados ainda pela desregulação do sono, meios curiosos por saber as novidades das férias, mas definitivamente ansiosos para que o novo colega chegasse.
- Será que anulou a matrícula?
- Se calhar mudou de escola...
- É normal, não conhecia ninguém na turma.
Ora, galã que se preze chega atrasado.
Foi uma entrada pautada pelo bom humor e descontracção. Não o humor aparvalhado. Um humor inteligente, prezando a boa educação, quero dizer, oportuno.
Uma vez por outra, Matilde não resistia a volver o seu olhar, entre as cabeças, procurando chegar ao extremo da sala, onde se encontrava sentado o Gonçalo. E quase jurava, que por vezes, enquanto ela olhava para o quadro - onde a Professora relembrava as regras de comportamento da sala de aula - aqueles olhos azuis palpavam terreno, tentando encontrar os seus longos cabelos ondulados.

Durante uma semana o cenário não se alterou. A troca de olhares fugaz e discreta manteve-se.
Matilde não estava apaixonada, não era como as outras adolescentes que perdiam a cabeça com qualquer um, aliás nunca ninguém lhe conhecera um namorado, mas dava-se muito bem com rapazes. Mas aquela postura descontraída aliada aqueles olhos azuis, cativavam-na.
Gonçalo não estava apaixonado. Era ele lá homem de se apaixonar! Mas havia algo nela que lhe despertava o interesse. Não eram os seus atributos físicos. Não que Matilde fosse uma rapariga feia, não o era: tinha uns grandes olhos verdes e uns cabelos longos ondulados; mas não deixava ninguém a suspirar. Talvez fosse aquela postura madura e serena. Sim, era isso.

[continua, um dia]