segunda-feira, 11 de maio de 2009

Atalhos rotineiros da vida

Todos os dias no trajecto casa-escola passo por um parque de estacionamento, junto ao passeio que me leva a casa. Para poupar tempo e esforço costumava atravessar o parque, como que cortando caminho. Há uns meses, não sei bem há quanto tempo, puseram umas correntes a separar o parque do passeio. Durante muito tempo, desprezei a existência daquelas correntes amarelas, suspensas por uns postes minunciosamente pintados de amarelo e preto.
Ontem, quando regressava a casa, reparei que mudara o meu trajecto habitual e que nem sequer me apercebera. Passei a contornar todo o estacionamento até chegar ao passeio. A corrente que lá colocaram não impede a minha passagem, de todo. No entanto, e por alguma razão, o meu subconsciente, alterou o trajecto diário.
Não me quer parecer que seja pela dificuldade em transpor a corrente, aliás nem sei qual o motivo mas é uma excelente demonstração da capacidade de adaptação do ser humano aos obstáculos que enfrenta diariamente. Ou então, sou apenas uma adolescente que não sabe do que fala. Mas amanhã vou erguer a perna orgulhosamente e passar a corrente.

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